Bases Imunológicas da Vacinação

A doença infecciosa resulta do encontro e da interação entre um micro-organismo e um hospedeiro, no nosso caso, o ser humano.

A presença ou não de infecção depende de fatores diversos, tais como : dose infectante, virulência, maneira como o agente infectante é apresentado ao hospedeiro e o estado imunológico deste.

Quando ocorre a infecção, pela ruptura das barreiras físicas da pele ou mucosas, entra em ação a imunidade natural ou inespecífica ou inata (incorporada ao nosso patrimônio imunológico através de milhões de anos de evolução biológica), que envolve não só processos inflamatórios e liberação de mediadores químicos, mas também ação no sistema linfático e no baço.

A imunidade adquirida ou específica ou adaptativa apresenta especificidade para agentes agressores (antígenos) e memória imunológica. Tal especificidade é exercida pelos anticorpos (produzidos pelos plasmócitos, oriundos de linfócitos B) e células programadas para combater antígenos específicos, que são os linfócitos T citotóxicos.

As vacinas virais atenuadas (sarampo, caxumba e rubéola por exemplo) tem potencial para induzir resposta imunológica potente com produção de imunoglobulinas (inicialmente IgM e depois IgG). Induzem, também, imunidade celular e memória duradoura com uma única dose.

Quanto às vacinas inativadas (pólio, difteria, tétano e coqueluche, por exemplo), há necessidade de repetição das doses para alcançar boa proteção e memória imunológica.

Outros fatores que podem influenciar na intensidade e tipo da resposta imune são: idade em que há a exposição ao antígeno, a quantidade deste e a via de apresentação.

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